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Várias são as teorias de descobrimento, algumas plausíveis, outras totalmente infundadas de alguns fanfarrões cujos nomes não citarei. Mas há também a mais simples das explicações e foi o menino maluquinhos quem fez (ou o Ziraldo, para aqueles que não se iludem com o mundo da literatura infantil):
1 “Pedro Álvares Cabral de tôca”
Quem nunca leu “O menino maluquinho” comente aqui e justifique sua resposta, pois nunca conheci alguém que não o conheça.
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Este homem/mito que foi idealizado pelos republicanos no fim do século XIX ganha fama até hoje, é uma espécie de Da Vinci tupiniquim. O homem e seus atos foram construídos a partir de sua figura de mártir contra a Coroa portuguesa. Ou seja, o seu estudo é feito de forma dirigida segundo os interesses do pesquisador amador, tentando de toda forma revelar sua natureza misteriosa. Há uma enormidade de hipóteses na internet e outras tantas publicações não especializadas que trazem à tona um Tiradentes de diversas facetas, uma verdadeira colcha de retalhos. Já li por aí que ele era um oficial da coroa ou um simples alferes, o que traz uma grande diferença de patente. De fato era um alferes, provavelmente frustrado por jamais subir de posto. Suas ideias libertarias não significariam nada, mas sim as de seus co-insurgentes, homens versados nas letras e principalmente muito bem informados sobres os assuntos exteriores, como os ideais da Independência dos Estados Unidos, e não da Revolução Francesa, como a maior parte destes pesquisadores amadores afirmam, sem sequer se darem conta de que a Revolução Francesa ainda nem havia acontecido.
1 Tiradentes/Jesus Cristo no cadafalso juntamente com o religioso que implora aos céus e o capataz que está todo envergonhado. O Espirito Santo, abaixo, não faltou à festa. – (Aurélio de Figueiredo, 1893)
Outro grave problema é o caráter que se pinta da Inconfidência Mineira como sendo a tentativa de independência do Brasil. O que é totalmente infundado visto que as exigências eram locais.
2 Tiradentes vestido à moda da Galiléia em I a.T. – (Leopoldino Faria – Resposta de Tiradentes)
Há única relação feita a Tiradentes que podemos sustentar é a bíblica. Não aquelas imagens que o relacionam fisicamente a Jesus Cristo para reforçar sua imagem de mártir, mas ao seu papel de bode expiatório que era bastante útil para a Coroa dar sua “lição” contra complôs e também para os inconfidentes de fato, pessoas de importância política que tiveram como pena o exílio.
3 Herói de verdade resiste até o fim com sua arma em punho. – (Antônio Parreiras – Prisão de Tiradentes – 1914)
É curioso que no estudo da História, o erro mais comum é tentar compreender uma personagem que por vezes tem importância bastante limitada e confundi-la com sua construção posterior, que assim como todo mito, não corresponde à mesma pessoa.
PS: Os republicanos venceram, isso é fato. Afinal, 21 de abril é feriado, porém a Independência não.
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… ou dos Quadrinhos de História está no fim, e assim como a primavera renascentista (peraí, não faz sentido a primavera vir depois do outono, mas não desanimem, nosso caro Huizinga soube se apropriar de forma mais interessante do conceito sazonal, mesmo que com ressalvas), enfim, o QH vai mudar, para melhor¹, e a primeira das mudanças é a eliminação do site.
A partir de agora o endereço www.quadrinhosdehistoria.com será redirecionado para o blog, assim todo material produzido também se concentrará aqui. Além disso, alguns de nossos blogs específicos, como do Gustave e da Revista, farão parte do blog QH. Voltaremos com a resenha do Dr. Pitombas, as enquetes e tiras novas.
Aguardem e continuem nos acompanhando e sintam-se à vontade para sugestões!
¹o conceito “para melhor” é relativo e depende da apreciação da banca.
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Está com dificuldades para escolher o nome de seu bebê? Acha que Paulo, Pedro, Maria são muito comuns? Então considere dar um nome com significado, um nome dinástico, enfim, um nome merovíngio. Segue uma lista pequena, porém inspiradora, dos nomes mais belos dessa dinastia:
Meroveu
Childerico
Chilperico
Clotário
Teodobaldo
Teodoberto
Gontrão
Childeberto
E se for menina…
Fredegonda
Brunhilda (não é de origem franca, mas é belo mesmo assim)
PS: É aconselhável adotar um nome merovíngio apenas para filhos únicos, pois há uma tendência merovíngia de se prender ou matar os irmãos.
família (por enquanto) unida: Chilperico I, Cariberto I, Gontrão e Sigueberto I
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Estamos no meio da premiação do Oscar, e espero fazer esse post antes da premiação de melhor filme.
A quem acredite em filmagem descomprometida com festivais e premiações. Não é o meu caso. Creio que alguns filmes são pensados para ganhar, ou ao menos concorrer duramente às premiações mais relevantes. Acho que é o caso de The artist, filme francês que homenageia Hollywood dos anos 20. Tudo para mim parece uma forma de agradar aos julgadores, desde a escolha do nome (propositalmente em inglês), a escolha de vários papéis de destaque para atores sucedidos nos EUA (John Goodman, Malcolm Mcdowell, …), e evidentemente a homenagem já dita à Hollywood. Se me permitem comentar ainda, a história é bastante simples e até mesmo banal, bem ao gosto do público americano. Claro que o filme foi bastante ousado em ser rodado em preto e branco e mais ousado ainda em ser mudo.
O seu concorrente direto, Hugo, filme baseado em um livro infantil (The Invention of Hugo Cabret), tem todo o apelo necessário para a aceitação de seu público (EUA): uma história passada em uma Paris maravilhosa, idílica, cheia de efeitos visuais, com um bom elenco e a direção de Scorsese, que já garante indicação a Oscar (assim como Meryl Streep).
É intrigante como um filme francês para cair no gosto dos EUA tem que ser sobre os próprios EUA, ou sobre alguém de fama intransponível como Piaf. Enquanto um filme americano sobre França, mais precisamente Paris, é normalmente um forte concorrente, afinal a capital francesa pela visão americana, ou seja, bastante fantasiosa, com um quê de cabaret, uma Belle Époque sem fim (não me refiro à Meia-noite em Paris que é genial) e talvez um pouquinho de Segunda Guerra sempre fará mais sucesso que uma Paris mais real e palpável como de Cédric Klapisch.
Agora vamos ver quem ganha a estatueta.
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Para os que acompanham a escalada de prêmios do filme francês “The artist“, isso mesmo, o nome oficial é em inglês (falaremos no próximo post sobre o Oscar), podem constatar o favoritismo não apenas na categoria de melhor filme, como também de melhor ator, no caso, Jean Dujardin, ator francês celebradíssimo por diversos sucessos do cinema francês da primeira década deste milênio (como historiador me sinto obrigado a marcar o tempo em décadas, séculos e milênios).
Passado nas décadas de 20 e 30, o longa-metragem conta um pouco da transição do cinema mudo para o falado, e assim a decadência do astro do cinema mudo George Valentin (papel de Dujardin) e a tomada de espaço pela estrela falante Peppy Miller (papel de Bérénice Béjo).
A cerimônia de premiação do César 2012, ocorrida ontem (24 de fevereiro), tinha como grande favorito para o prêmio de melhor ator Jean Dujardin, o que não aconteceu, porém a escolha de melhor atriz foi exatamente para sua esposa, Bérénice Béjo, que não estava tão bem cotada assim. Como no filme, o grande astro deu lugar à estrela menor, não esperada.

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1 Hobsbawm se regozija com a vitória e manda um recado para os perdedores: “já era!”
Quem apostou no Sr. Eric se deu bem, quero dizer, mais ou menos, se isso fosse corrida de cavalos seria a aposta menos rentável. Em 2º lugar o misterioso Ginzburg, aquele que se ama ou se odeia(se bem que quem odeia normalmente tem vergonha de dizer publicamente, é que nem odiar teatro). Abaixo estão os “outros”, o que me faz pensar que o trabalho do historiador é tão solitário que, às vezes, somos admiradores quase que exclusivos alguns pesquisadores. Dr. Pitombas agradece os votos recebidos, mas acha que são votos de fanfarrões!
Eric Hobsbawm 30%
Carlo Ginzburg 24%
Marc Bloch 14%
Paulo Pitombas 13%
Outro (ver abaixo) 11%
Jacques Le Goff 8%
Outra Resposta Votos
Heródoto
Roger Chartier
Matthew Strickland
Sérgio Buarque de Holanda
Edward Said
Peter Burke
Richard Flecher
José Murilo de Carvalho
Carlos Fico
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Quadro de D. Pedro II que simboliza sua realeza. O rapaz quis ficar ao estilo Luís XIV, mas recusou o salto alto. É um sexista!




